Certa vez, ganhei um tamagochi como este. Por apitar incessantemente e ser sensível demais, foi somente até o segundo estágio e morreu. Tive outros que também pouco duraram. No entanto, jamais os esqueci. Tanto que a uns seis dias, quando reencontrei dois deles que se mantinham conservados, me ocorreu de repor suas baterias e finalmente alcançar o estagio final!
Pois bem, eles reviveram. Um para mim, outro por conta do Luis (que nunca tivera um). Eles nos acordaram todas as manhãs por volta das nove, com apitos afetivos que pediam por comidinha ou carinho! Eles cresceram, engordaram (o do Luis passou de 100 kg, devido à uma dieta rica em sorvete), jogaram muito jan ken po e chegaram ao estágio em que já se distinguiam: o meu, um sauroposseidon o do Luis, um centrossauro.
Estávamos num almoço em família, acabara de mostrar à avó do Luis como os bichinhos tomavam banho quando, malévola e subitamente, a tela de meu tamagochi piscou e seu destino foi cruel, com apenas 4 dias, morrera!
Os sonhos dos bichinhos crescerem juntos, um dia batalharem ou se casarem se desfez. Dois dias depois o bichinho de Luis morreu de saudades (a tela apagou, na verdade), mas com patinhas.
Me consola que ambos morreram felizes e de barriga cheia, havíamos atendido a todos apitos. Foram, certamente, para o céu dos tamagochis onde se reencontrarão.
Um ponto, apenas, ainda queda obscuro: Nos venderam baterias velhas?